|
|




Igreja Evangélica Congregacional Pontessorense * Rua Vaz Monteiro, 63 - 7400 Ponte de Sor
|


Conversão Contínua
Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças... Mt 18.3.
No início de cada ano, costumamos fazer planos. Como cristãos, declaramos , quer através dos cânticos que entoamos, quer através das nossas orações, o desejo de sermos mais consagrados a Deus, de lermos mais a Bíblia, de procurarmos servir mais e melhor a Igreja de Cristo, etc. Tais desejos ou práticas, embora importantes, não são a garantia de que tudo irá melhorar. Se perguntássemos a nós mesmos sobre os planos que traçámos no início de 1997, certamente constataríamos que nem tudo progrediu, como de facto gostaríamos. Deus nunca falha, mas falhamos quando não deixamos Deus agir.
Oswald Chambers, no seu livro Tudo Para Ele, fala da necessidade de uma conversão contínua, a cada dia do ano, para que o Espírito de Deus opere em nós:
As palavras do Senhor Jesus Cristo, mencionadas acima, aplicam-se à nossa conversão inicial, mas temos que nos converter continuamente, todos os dias de nossa vida, buscando sempre a Deus como crianças. Se confiarmos no nosso entendimento em lugar de confiar em Deus, provocaremos consequências pelas quais Deus nos responsabilizará. Assim como o nosso corpo é colocado em novas condições pela providência de Deus, assim temos que cuidar para que a vida natural obedeça aos ditames do Espírito de Deus. O facto de termos feito isso uma vez, não é prova de que tornaremos a fazê-lo. A relação do natural com o espiritual é de contínua conversão, e é justamente a isso que resistimos. Em toda a situação em que somos colocados, o Espírito de Deus e a sua salvação permanecem imutáveis, mas temos que nos revestir do novo homem. Deus nos responsabiliza todas as vezes que nos recusamos a converter-nos. A razão dessa recusa é a nossa obstinação. Não nos deixemos governar pela vida natural; é Deus quem nos deve governar.
O grande empecilho que há na nossa vida espiritual é o facto de que não nos dispomos a converter-nos continuamente; há áreas de obstinação em que o nosso orgulho cerra os punhos diante do trono de Deus e diz: Não me renderei. Endeusamos a independência e a teimosia, e lhes damos outros nomes. Aquilo que Deus vê como uma renitente fraqueza, chamamos de força. Existem áreas inteiras da nossa vida que ainda não foram submetidas a Deus, e isso só pode ser feito por meio dessa contínua conversão. Lenta, mas seguramente, podemos conquistar todo o território para o Espírito de Deus. Que tenhamos um Ano Novo cheios do Espírito Santo!!!
|
|